sexta-feira, 29 de agosto de 2008

PATO ASSADO.

eis que na maior falta de assunto para colocar no blog sou obrigado a apelar para minhas memórias de vida.

a história de hoje aconteceu por volta do ano de 1995, eu era um pequeno tchamba e como toda criança eu tinha muitos bonequinhos e alguns bichos de pelúcia.

mini tchamba, gatão supremo desde menininho.

mas tinha um bicho de pelúcia em especial que eu gostava muito, uma espécie de patinho com um tipo de sorriso, ele era amarelo e muito bacanudo. eu não largava nunca aquele pato. nunca mesmo.

tanto é que ele chegou a ficar podre e imundo, já que eu nunca o coloquei para ser lavado. resumindo a história, chegou o fatídico dia da lavagem, mal sabia eu, pobre criança, que aquela seria a última vez que eu veria o meu precioso pato.

"meu precioso."

enfim, eu estava enchendo o saco da minha avó, pois o maldito pato não ficava seco nunca e eu queria aquela porcaria de volta o mais rápido possível. e qual não foi a brilhante idéia que a minha vovózinha teve?

te amo vó!

"vou colocar o seu bichinho no forno, assim ele seca mais rápido."


você não leu errado, ela realmente falou isso, não só falou, como fez. resultado: família inteira reunida na sala assistindo televisão, mais de meia hora havia se passado quando subitamente um cheirinho gostoso de coisa assando penetra nossas narinas.

ela havia queimado o meu pato. meus caros, eu chorei aquela noite inteira, muito em virtude do cheiro de queimado que insistia em pairar no ar, eu achava que o pato ainda estava em minha residência, mas minha mãe já havia jogado ele no lixo há tempos.

um história triste, que terminou com um pato morto e uma criança chorando.

próximos capítulos (só para eu não esquecer): bonequinho no freezer, brincando de hyoga, talco no banheiro e papai noel e o nintendo 64.

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