olá.
hoje pra variar, mais uma história desses malditos postadores.
eu tinha cerca de 4 anos e meio quando comecei a frequentar uma instituição de ensino. na minha escola da época, chamavámos o jardim de infância de jardim simplesmente.
e eu estava no jardim I. acontece que, na minha infância, eu tinha alguns problemas com relação a cocô. sim, a cocô. eu cagava na calça direto. até uns 11 anos foi assim.
e lá estava o pequeno chandler, feliz por estudar (argh!), quando sente aquele tradicional frio na barriga que precede a defecada. desesperado, tentando segurar aquele monstro, corri para pedir autorização para ir ao banheiro. ciente de meu desespero a professora logo permitiu, no que eu parti alucinado.
ocorre que minha escola antiga era realmente grande. e também ocorre que se fosse pra cagar, devíamos antes pedir o papel limpa-cú pra professora. na pressa esqueci de pedir a porra do papel, mas só me lembrei disso quando estava na porta do banheiro. esperançoso, rezei para que desse tempo de voltar a sala e pegar o papel, e fiz todo o caminho de volta correndo.
consegui chegar a sala ileso, recebi o papel, mas quando estava prestes a pisar no banheiro novamente, sinto o quentinho do cocô fresco alojado em minha cueca.
pensei: ''foda-se, jogo a cueca fora e tudo bem''.
sentei no vaso e comecei a melecar o encanamento, e quando termino, vem o pensamento:
''porra, mas eu não sei limpar a bunda!''
e eu não sabia direito mesmo. mesmo com o tamanho da escola decidi que a melhor alternativa era gritar a plenos pulmões pela professora, para que a mesma limpasse meu rabo. não é preciso dizer que ela não me ouviu e, meia hora depois chegam três colegas meus no banheiro, dizendo:
''ei, a professora tá te procurando!"
e eu respondo:
''fala pra ela descer aqui que eu não sei limpar a bunda''
eles saíram dizendo que iam transmitir minha minha mensagem à mestra.
mas após outra meia hora de espera, percebi que havia sido traído.
fui a loucura e, num gesto kamikaze, decidi que subiria pra sala com a bunda cagada mesmo, sem me limpar e apenas subindo a calça.
chegando na sala, o cheiro logo tomou conta do ar. niiguém pareceu notar. ledo engano. logo alguns garotos começaram a falar que o cheiro da sala tava ruim. e eu fingia que concordava. apenas não queria ser culpado. só que um pedaço de cocô escorreu pela minha perna e caiu no chão, passando pela barra da calça.
momento de tensão. se alguém visse aquilo, logo concluíria que eu era o cagão.
tomando coragem, peguei na mão o filhote de cocô e o pus dentro de minha meia esmagando-o e escondendo-o.
achei que dessa eu ia escapar, mas o futum de merda tava tão intenso que a professora começou a fiscalizar o rabo de cada aluno.
fui descoberto, e foi mais um dia que eu tive que tomar banho na escola.
por sorte nunca ganhei nenhum apelido marcante como: meia-de-merda, cocô, cagão, merdinho entre outros.
chocante.